Adilson Mendes, Advogado

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Adilson Leles Mendes
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Christina Morais, Advogado
Christina Morais
Comentário · há 5 meses
Hummm... Sei não. Eu costumo gostar de seus textos, mas esse é bem indigesto. Eu entendi o que vc disse sobre rotular. Ou seja, chamar o traficante de traficante. Não precisa adjetivar o sujeito pelo erro que ele cometeu, assim sendo, não há necessidade do tal "rótulo". Acontece que o termo traficante também é substantivo. Um vendedor vende, um motorista dirige, um advogado advoga. Um traficante, trafica. Trata da essência do ato, da substância. Assim se nomeia quem age, conforme a ação. Boa ou má. Ou seja, o motorista ou o traficante. Eu acho que a vida pode ser bem difícil às vezes. Não importa se a pessoa cometeu o crime por tais ou quais razões. O fato é que somos apontados pelo que fazemos. De bom, ou de ruim. E dar nomes aos bois não é assim tão ruim. Isso é o que compele ou impede alguém a fazer ou deixar de fazer algo. Quando crescer quero ser motorista. Quando eu crescer, quero ser traficante. Será? A pessoa precisa ter consciência do ilícito até mesmo para tentar conduzir a própria vida no caminho do bem. Já vi muitos relatos de gente criada em morros, onde a única chance na vida seria integrar o tráfico, mas a pessoa lutou para não fazer parte daquilo justamente porque NÃO queria ser traficante. E daí enveredou para os esportes, para a música erudita por meio de projetos sociais e a lista não tem fim. E todos os que conseguiram sair do esquema do tráfico, assim que ficam famosos e têm a chance de falar sobre a trajetória, são uníssonos em declarar que não queriam ser bandidos/traficantes, usando exatamente esses termos. Isso, essa consciência, os conduziu por outros caminhos. Ahhhh, mas tem os que não têm a chance. Pois é né. Que coisa. Não precisamos tratá-los com desrespeito à dignidade humana deles. Mas tapar o sol com a peneira também não dá. Essa linha de achar que não podemos chamar traficante de traficante vai muito próxima àquela outra que diz que pedofilia é doença e não crime. Daqui a pouco, tudo se torna normal. Cada um pode fazer o que fizer na vida e ainda assim será um respeitável cidadão. Tudo pode. Como na novela da Globo onde uma prostituta luta para ter sua "escolha" respeitada pela família e sociedade, afinal, ninguém pode ser julgado por suas escolhas. Tanto faz ser prostituta ou médica. O orgulhoso papai deve bater no peito do mesmo jeito. Péra lá. A sociedade não pode enveredar por caminhos onde se perca totalmente a noção de certo e errado. E quem "escolher" o caminho socialmente condenável, deve assumir as consequências de seus atos. Uma delas é ser "rotulado". Ora bolas! Perceba que eu usei escolher entre aspas. Eu sei que a escolha às vezes é falta de escolha. Mas é raro. Em geral, a pessoa escolhe o mau porque, por incrível que pareça, é mais fácil sim. Estudar e ser alguém, ou viver praticamente na miséria com salário mínimo não são escolhas fáceis. A coisa certa a se fazer nunca é fácil. Mas quem tem caráter nem cogita a outra "opção". Portanto, escolhendo o mau caminho, ainda que motivado por um rosário de dificuldades para andar pelo caminho do bem, a pessoa tem que estar preparada para as consequências. Assumir o que é e parar de mimimi. Como outro aí disse, sem opção mesmo, é a vítima de um assassino. Morto não escolhe nada, nem o modelito do terno de madeira. E na balança criminoso x vítima, se eu tiver que ser empática com alguém, eu escolho, de livre e espontânea vontade, ficar do lado da vítima. Eu advogo, logo, sou advogada. Isso não me incomoda, pois é algo digno. Inclusive eu posso até defender o criminoso na ação penal, afinal ele tem uma série de direitos a serem observados no curso do processo legal e da execução da pena. Também existem os crimes culposos, ou dolosos por responsabilidade objetiva. Mas quem comete esse tipo de crime não acaba rotulado não, pode ter certeza disso. É preocupar à toa. Quem não tem um amigo que dirigiu bêbado e bateu o carro? Ou até atropelou alguém ou se meteu eventualmente numa briga de bar? Ou andou por aí portando drogas ilícitas? São ilícitos, mas essas pessoas não acabam rotuladas, portanto, sua preocupação não faz sentido. Mas o criminoso de carreira não goza da mesma benesse, pois ele é conhecido exatamente pelo que faz. No bairro onde mora, todos sabem quem ele é e o que ele faz. Rotineiramente, como meio de vida. Assim sendo... Por que não assumo o que sou? Se ser ladrão me incomoda, é simples: eu não roubo. Ah, mas houve excludente de ilicitude e outros... São outros 500. No fim, quem trafica é traficante. E quem cozinha é cozinheiro. E quem não tem colírio usa óculos escuros.

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